A imagem do pai ao longo do tempo foi evoluindo de um pai autoritário e ausente para um pai envolvido e cooperante na educação dos seus filhos, segundo Pleck e Pleck (1975) referido por Cabrera et. al (2000). Apesar da crescente participação, é a figura materna que está responsável por a maioria dos cuidados e pela organização das tarefas, sendo os pais maioritariamente mais responsáveis pelas actividades de lazer e brincadeira das crianças. Muitas vezes, são as próprias mães que incitam ou inibem o envolvimento paterno na vida das crianças. A qualidade do matrimónio parece, inclusivé, relacionada com o envolvimento dos pais e com a adequação social das próprias crianças (Gable, Crnic & Belsky, 1994). Assim, podemos perceber que existem mais benefícios quando existe um casamento estável e harmonioso e quando existe uma maior envolvencia paterna. Vários são os factores que podem contribuir para uma maior ou menor envolvência do pai:
- Gravidez ser ou não planeada, sendo que existe maior envolvência no caso da gravidez ser planeada Axinn, Barber e Thornton (1998), referidos por Cabrera et al. (2000)
- Caracteristicas individuais da própria criança: idade, género e temperamento. Relativamente ao género, alguns autores defendem que os pais parecem envolver-se mais quando as crianças são do sexo masculino e outros consideram indiferente o género
Bronfenbrenner(2005), considera o conceito de processo proximal em que o desenvolvimento intelectual, social, emocional e moral da criança está relacionado com interacções recíprocas e progressivamente mais complexas com pessoas mais velhas sendo a interacção com a mãe e com o pai distintas e ambas importantes para o desenvolvimento mais positivo. O estabelecimento destes padrões de interacção,
segundo este autor, estão associados a uma maior receptividade da criança perante estímulos físicos, sociais e simbólicos contribuindo para um maior poder de investigação, manipulação, elaboração e imaginação.
Pelo que contribuiam para um correcto e saudável desenvolvimento das crianças.
Este artigo foi baseado num trabalho que eu e o meu grupo de trabalho composto por Marta Ferreira, Vasco Quaresma e Miguel Montenegro realizámos na cadeira Psicologia de Desenvolvimento I.

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