- Um dos estudos mais interessantes acerca dos diagnósticos diferenciais foi feito por Rosenhan (1973) onde o investigador e alguns colaboradores ao indicarem ouvir vozes tentaram ser admitidos em vários hospitais psiquiátricos e conseguiram. Depois de estarem internados e de referirem que já não ouviam vozes permaneceram em media 19 dias (dependendo dos hospitais, variava dos 7 aos 52 dias de permanência).
- O estudo de Langer e Abelson (1974) também é bastante curioso. Estes dois estudiosos, colocaram em análise as atribuições causais de uma mesma pessoa em situação de candidata a um emprego ou em situação de paciente e verificaram que existia uma grande diferença. Na situação de paciente os sintomas psicopatológicos estariam sempre presentes. Assim, aquilo que na situação de candidato a emprego poderia ser simpático, classe media, competente, responsável. Na situação de paciente poderia ser tenso, dependente, defensivo, entre outros.
Objectivo do Blog
Este blog pertence a uma estudante de psicologia e pretende ser um local onde são colocados textos das diversas áreas temáticas do mundo da psicologia. O seu conteúdo é uma análise pessoal dos diversos temas junto com pesquisas em livros, internet e material académico.
domingo, 24 de julho de 2011
Diagnóstico diferencial- linha ténue entre o que é e o que aparenta ser
Li agora pela primeira vez o DSM com olhos de ver. Já tinha anteriormente lido alguns casos e pesquisado sobre algumas patologias. Mas desta vez algo de novo se passou, assim que comecei a ler, comecei a achar muitos das patologias como forçadas ou pelo menos possíveis em determinados momentos das nossas vidas. A meu ver, qualquer criança mais agitada pode ser apelidada de hiperactiva, qualquer pessoa pode ter sintomas de depressão durante algum tempo (segundo o DSM tem um período especifico para ser diagnosticado), qualquer um pode ter uma fobia sem que isso lhe seja prejudicial, na infância pequenos deslizes esquizofrénicos com alucinações em relação a um amigo oculto, a bipolaridade pode ser visível em certos dias da nossa vida e a nossa adaptação a diferentes pessoas e ambientes como uma forma de múltipla personalidade. Considero que nalgum período da vida e perante a reacção a determinada situação, ambiente ou pessoa póssamos aparentar determinada patologia se no momento consultarmos um psicólogo, o que é grave. Apesar de tudo, cada vez mais é feita a consciencialização dos erros a que os psicólogos estão sujeitos e cada vez mais se aposta numa actuação com o máximo de sintomas possível e o máximo de responsabilidade na decisão que se está a tomar. Afinal, aquela pessoa que a nós recorreu, perante um episódio que de alguma forma é gerador de mal-estar, verá no diagnóstico e na forma de relacionamento que temos com ela um modo de resolver o problema e tomará muito mais atenção ao que lhe diagnosticamos e terá um impacto enorme na sua vida.
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